domingo, dezembro 31, 2006

Barbárie

Como é que o presidente de uma nação civilizada pode dizer que a morte deliberada e fria de um homem (seja ele um monstro), ainda por cima depois de uma palhaçada de processo judicial, contribuirá para o "avanço da democracia"?

Porque é que tenho a sensação de que a barbárie espreita uma vez mais sob o verniz estalado dessa mesma "civilização", e de que a "lei do Oeste" se impõe cada vez mais no mundo?

Que "democracia" quer esta gente "exportar" para o Iraque ou para onde quer que seja? Que modelos, que valores morais e culturais? Se é para os mais fortes e os vencedores continuarem a enforcar os mais fracos e os vencidos, então que deixassem lá estar o homem - ele já fazia isso muito bem. Escusavam de ter escaqueirado um país inteiro.

Ou será porque estou com uma insónia do caneco e tudo me chateia?

P.S. - Já agora, o tal presidente também é um representante dos inabaláveis defensores do "direito à vida" à outrance, em relação ao aborto - entre os quais (ele incluído) há muitos que são também defensores da pena de morte. Eu ainda não consegui resolver o dilema moral entre o "sim" no primeiro caso e o "não" à pena capital. Terão eles resolvido o dilema oposto?

sábado, dezembro 30, 2006

Gajos que me chateiam


Uma gaja percebe que pode facilmente tornar-se assassina quando está calmamente a tomar café e o marmanjo do lado, impecavelmente vestido e com telelé a condizer, diz, com ar enlevado "pois... estamos ambos os dois...."

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Broche de Natal


Que há publicidade enganosa, todos o sabemos. Mas esta é pura maldade, carago!
Tadinhos dos clientes.... a irem a correr e tal...

Obrigada, Pedro, pela imagem :)

Dúvida existencial

Há três dias que não recebo uma conta para pagar.
Deve estar algum santo para cair do altar. Ou isso ou os CTT estão de greve.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Coitadinhos dos pobrezinhos

Não sei viram a reportagem da SIC acerca duma família da linha de Sintra, muito pobre.
É um casal jovem, ambos desempregados, com quatro filhos e um quinto a caminho.
Vivem numa casa sem electricidade e dependem dos vizinhos para obterem água, da Igreja para comida, etc.
Citando a minha mãe, o mais pobre é o que não tem juízo.
Como diabo é que este casal continua a fazer criancinhas de dois em dois anos se nem uma casa digna desse nome tem?
Agradecem tudo o que lhes dão e queriam que a Câmara lhes desse uma casa. Que alguém lhes pusesse água e luz naquela casa. Que.. que...
Desculpem lá se sou azeda, mas parece-me que os filhos lhes dão muito jeito para pedinchar. Um rancho de filhos é uma forma de chantagem porque olhamos para aqueles miúdos que não têm culpa de nada e sentimo-nos na obrigação de lhes proporcionar uma infância mais doce.
A mãe diz que não arranja trabalho porque está grávida - o que acredito, claro - mas lá vai dizendo que o que queria mesmo era ficar em casa a cuidar dos filhos.

Um casal em que ambos trabalhem e recebam o salário mínimo e tenham um ou dois filhos, não desperta compaixão. Que se arranjem. E se calhar têm tantas ou mais privações que aquele casal. (Se morarem numa casa decente, é garantido que um dos salários vai para a renda, por exemplo...)
Mas esta gente faz filho atrás de filho e fica à espera de ajudas para tudo. A Igreja enche-lhes o armário de comida e ainda glorifica os "corajosos" por terem tantos filhos.

Este texto nã está lá grande coisa (posso culpar a batelada de medicamentos para o dente???) mas serve para exprimir a minha raiva por estes casais que se enchem de filhos que não podem criar apenas porque sabem que têm mais sucesso a pedir se estiverem rodeados por um monte de putos inocentes.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Angústia para o café

Compro um jornal e uma revista. No final desta luminosa manhã de Lisboa, apetece-me sentar diante de um café bem tirado e ler dois ou três artigos suculentos. Entro numa pastelaria. As mesas estão postas. "Café só ao balcão."

Tento outra. "Só para almoços." Não sei quais são os parâmetros que definem um almoço, mas não me deixam almoçar um café, se este não vier acompanhado de, pelo menos, um bitoque.
Tento mais uma. Há mesas vazias, mas coroadas da inevitável toalhinha de papel e talheres. Não, não posso sentar-me se não encomendar as febras do dia.

Ainda farejo um terceiro estabelecimento, mas o panorama é análogo. Nem pergunto nada a ninguém, sinto que as facas e os garfos sobre as mesas estão ali para me estraçalhar - e ao "Público" comigo - se não os usar num arrozinho à valenciana.

Desisto. Eu sei que algures na cidade há um sítio que espera por mim e pela minha simples fome de passar meia-hora a ler por apenas 50 ou 60 cêntimos. Mas faltam-me já as forças para arrostar com tal demanda. Ao contrário da maioria das capitais que já fui conhecendo por esse mundo, Lisboa fecha-se avaramente para almoço ao simples "flâneur" de café, mantido à distância para atender a deglutição urbana - e tratado como um indesejável, quiçá um pedinte: xô, fora daqui, que isto não é o da Joana, vai para o jardim se quiseres, que não é com pindéricos como tu que a gente enche a caixa.

Em Lisboa, entre as 11 e meia e as 2 da tarde, a cidade perde o ténue verniz da civilização e fica entregue à simples sobrevivência. E isto chateia-me.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Teste da treta

You Date Like a Man
According to studies on dating, you date like a man.You date casually and frequently, getting serious with select people over time.

Physical attraction and chemistry is very important to you.And if there's nothing more than a physical connection, that's okay with you (at least for a while).

You are definitely looking for love, but you are in no rush to find it.You figure love will eventually come your way, and you're not going to live like a monk while you're waiting!



Segundo este teste, namoro à gajo. Ó prá minha cara de aflita....

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Diogo Cão


A todos os que têm ligado e mailado: o Diogo está a recuperar bem. Está um bocado drunfado, mas nada de grave. Coisa mai linda!

O Natal

Já comecei a receber mails nataleiros com frases do Paulo Coelho.
Se me derem bomboms da Floribella, corro tudo a tiro.

Considerem-se avisados.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Chatice do dia

Tenho os pés tão frios que até me dói a alma.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

terça-feira, dezembro 12, 2006

O velhinho trepa-paredes

Eu geralmente detesto modas. A moda é uma coisa tão horrorosa que tem que mudar todos os anos.

Mas há modas que me irritam particularmente, como a daqueles Pais Natais pindéricos que por esta altura andam por esse país fora a trepar paredes. Aquilo é medonho - um pobre velho que há muito ganhou direito a desconto nos transportes públicos amarinhando pela parede acima como se já não tivesse direito a estacionar o trenó no telhado e a entrar pela chaminé. E daí... Se calhar já põem parquímetros nos telhados.

Eles estão por toda a parte. Um dia subiu um, agora sobem milhares. Amanhã, provavelmente, subirão milhões, alapados nas fachadas como salteadores radicais. É uma mania que me irrita quase tanto como a de dizer "basicamente" no início de cada frase conclusiva.

Um dia destes salta-me a tampa e começo a praticar tiro ao alvo.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Ainda o metro do Porto...


Aos mouros do meu coração: beat this!!!!

Noddy, Lord of the Darkness

A melhor versão de sempre....
A imagem não está muito boa mas foi o que se arranjou...

sábado, dezembro 09, 2006

Outras tangas...

Quando era miúda, tive uma professora que aconselhava os alunos que davam muitos erros ortográficos a "ler muitos jornais e ver televisão".

Eram outros tempos, claro.

Ontem no Público, a propósito de uma banda, traduziram "pocket symphony" por "sinfonia de bolço". Confundir algibeira com vómito... epá, é assim tipo, prontos pá.... má onda, tás a ber?

Há umas semanas atrás, a TVI passava em rodapé que a "Trofa comemora aniversário do conselho".

Tenho cá pra mim que a minha professora já mudou de ideias....

A minha tanga é melhor que a tua...




Vocês desculpem lá a qualidade da imagem, mas neste pc só tenho o Paint. Ora se há programa que me irrite, é este. Talvez consiga fazer alguma coisa de jeito no pc lá de casa onde tenho programas mais simpáticos, cedidos gentilmente por diversos rapazes desinteressados na questão dos direitos de autores e tretas afins...
Adiante...
Como podem ver, esta é a etiqueta de uma tanga à venda cá no estaminé. É excelente. E sabem porquê? porque tem 200% de matéria prima e ainda é "nickelfrei".
Se bem que recomendam que seja "hand wasche", o que dá sempre um pouco mais de trabalho, reconheço....

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Atchim

Um espirro é uma espécie de orgasmo nasal, um espasmo muscular altamente gratificante e libertador.
Odeio quando me é negado no último instante.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Porto é a nova Londres

Chuva forte e nevoeiro cerrado não é lá muito vulgar, mas hoje aconteceu.
Do Marquês não se enxerga sequer o fim da Constituição, carago!

Vamos lá ver se hoje não há ninguém a meter-se outra vez no túnel do metro....

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Coisas que nos chateiam

Nos anos 70, o filósofo americano Robert Pirsig escreveu um livro chamado "Zen e a Arte da Manutenção das Motocicletas," que seria recusado por 121 editores - um recorde que desde logo lhe garantiu lugar no Guiness.
O 122º editor pegou nele e obteve outro recorde - o do livro de filosofia mais vendido de todos os tempos: 5 milhões de exemplares até hoje.
Pirsig tem pérolas como estas:
"O único zen que encontramos no cume das montanhas é o zen que levamos para lá."
"Para quê, por exemplo, irá um grupo de simples e estáveis componentes de carbono, hidrogénio, oxigénio e nitrogénio lutar durante milhões de anos para se organizarem entre eles e produzirem um professor de química? Qual o motivo?"
Eu não sei, e chateia-me pensar que nunca vou saber.
(Com vénia a J.P.P.)

Cavanço

Saíu o Relatório da Comissão Baker, com recomendações a Bush para uma nova estratégia no Iraque.

Fundamentalmente, diz uma coisa: "Let's get the fuck out of there, ASAP."

O resto são pormenores técnicos.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

A chatice sempre veio...

Serve o presente post para dizer que tenho a cara inchada, dói-me o ouvido direito e choro só com o olho direito. A causa?
Uma p.... duma inflamação na raíz de um molar. O gajo desistiu de latejar e passou a doer a sério.
Amanhã vou fazer uma ortopantomografia ou lá como é que se diz. Se sobreviver, volto ao blog.

Agora se não se importam, vou ali empanturrar-me em anti-inflamatórios e analgésicos. E não me venham com as tretas do costume que faz mal e mai num sei quê.
Eu nunca disse que era uma gaja corajosa nestas coisas...

quarta-feira, novembro 29, 2006

Adenda à chatice anterior:

Os que acham que devemos abster-nos de tudo o que possa ofender o Islão deveriam começar por evitar fazer uma data de coisas na sua vida quotidiana. Comer "croissants" quentinhos ao pequeno-almoço ou ao lanche, por exemplo. Este pequeno "crescente" dourado e comestível foi inventado pelos padeiros de Viena para comemorar a vitória sobre os turcos que cercaram a cidade em 1683. É, portanto, um pãozinho politicamente incorrecto.
Não reparei se se comem croissants na Turquia. Se calhar comem.

Salamaleques

O Papa foi hoje, protocolarmente, prestar homenagem ao Mustafá Kemal “Atatürk” (ena, consegui descobrir como se põe o trema). Tinha que ir, faz parte das obrigações de quem visita a Turquia numa qualidade ilustre.

É verdade que o “Pai dos Turcos” fez o que pôde para correr com a religião da vida social e política do país, o que não é coisa que um Papa possa apreciar mesmo reconhecendo que César tem direito ao que é seu, ficando para Deus o que é de Deus.

Mas, aqui para nós, acho que os dois maganões se piscaram o olho mutuamente, divertidos, pois em certo sentido são dois bons esprits qui se rencontrent. Além de ter desancado os ingleses em Gallipoli, o que para um alemão é sempre coisa de louvar (na verdade eram australianos e neo-zelandeses, mas na altura isso era irrelevante), Mustafá dizia de Maomé o que nem este dizia do toucinho: “Não tenho nada a ver com esse cameleiro libidinoso.”

Isto não se pode dizer, a bem da correcção política. Mas apetece lembrar.

Por mim não tenho nada contra o Profeta, aviso já. Nem contra o Islão, que de um modo geral até foi mais tolerante para as outras religiões do que o Cristianismo. Cada um adora o que quer. Mas chateiam-me os relativismos culturais a todo o custo, que me querem pôr de cócoras só porque do outro lado há alminhas sensíveis, e facínoras que me querem rebentar à bomba.

O meu mundo tem podridões imensas. Mas também o “deles” tem. E não abdico de um património civilizacional que deu aos homens muito do que há de bom neste mundo – incluindo o direito de criticar esse próprio património. Sabe-me muito bem viver numa cultura que me dá o direito de pôr preservativos no nariz do Papa, e Cristo a dançar rock ou a dar quecas na Maria Madalena, se me apetecer. E que se não existisse, nem sequer tinham sido inventados os aviões que atiram contra as nossas torres, os computadores que usam para espalhar as suas mensagens e as televisões nas quais se vê o resultado disso tudo.

E se alguém achar que eu, ao falar de "eles" e "nós", estou a alinhar no Choque de Civilizações, que se lixe. Quero lá saber. Quando falo "deles" não falo do Islão. Falo dos que não vão conseguir que eu deixe de respeitar uma religião e uma cultura só porque me querem impor as medidas e os termos do meu respeito.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Televidas

A senhora Fulana tem uma prima que mora em Almada. Ambas conhecem uma senhora que coitada está internada nos hospital dos Capuchos mas a quem a família não liga nenhuma, sobretudo o filho André, que há quinze dias não aparece lá, o que é uma coisa de bradar aos céus. A senhora Fulana está à espera que a Amélia passe por casa dela para buscar a forma de bolos que deixou lá. Só que de momento não está em casa porque teve que ir buscar umas análises.

O senhor Cicrano está a acabar de almoçar mas está furioso porque as coisas não correm bem lá no escritório. Três clientes queixaram-se. O processo da casa do Algueirão está emperrado e é preciso fazer qualquer coisa. Ele estará no escritório por volta das quatro horas, porque antes ainda tem que passar pelo notário por causa da escritura.

Não sei os nomes destas pessoas, mas sei imenso sobre elas. Todo este conhecimento me foi imposto por elas próprias - a mim e a mais não sei quantas pessoas - quando falavam ao telemóvel, em espaços públicos. Falavam alto, querendo manifestamente partilhar todo aquele seu pedaço de vida com os circunstantes.

Apeteceu-me bater-lhes, ou quando muito berrar-lhes que falassem baixo, que fossem falar para outro lado, ou pura e simplesmente que se calassem. Eu não tenho que saber coisas sobre ninguém, e se quiser saber, pergunto. Não tenho que ser incomodado pela vida das outras pessoas. Não têm o direito de ma impor assim à má-fila. A minha privacidade também é violada quando os outros me abrem a deles sem me perguntarem se eu quero. Tenho o direito de não querer saber sequer que elas existem, quanto mais onde moram, com quem dormem e se os pastéis de massa tenra lhes cairam mal.

Falem baixo. Ou então façam um blog. Mas não me chateiem.

Desabafo tipo-post

Também temos o queijo tipo-serra. O não-sei-quê tipo-fiambre. As mil coisas tipo-não-sei-que-mais.
Vivemos numa terra tipo-país.

Ai Portugal, Portugal...


sexta-feira, novembro 24, 2006

Vem aí chatice

Tenho um dente a latejar.
Algo me diz que isto não é bom sinal...

quarta-feira, novembro 22, 2006

Meninos da Novis

A Novis, farta de me aturar impropérios e temendo pela saúde dos seus funcionários, enviou-me não um, mas dois (isso mesmo, dois!) rapazinhos para "averiguar a causa dos incidentes". Que é como quem diz, o facto de eu volta e meia ficar sem net e telefone.

Bastou-me ver o olhar aterrorizado deles ao olhar para os filtros para perceber que os putos estavam à nora. Sim, porque não me lixem, quantos de vocês têm a vossa linha subdividida para telefone, fax, net, multibanco e alarme????

Resumindo: chegaram à conclusão que a causa é externa e que é "necessária uma intervenção conjunta entre a Novis e a Pt para verificar a cablagem exterior".

O pior disto tudo: não eram altos nem espadaúdos. Ora bolas.

terça-feira, novembro 21, 2006

I' ll be back


Ontem fechei-me fora da loja.
Hoje não tive internet.
Não sei se terei amanhã, os palermas do call center prometeram "remeter a participação para o departamento técnico", que é uma maneira educada de dizer "não faço a mínima ideia do que raio se passa nessa espelunca"

Se o meu telemóvel avariar, tenho uma coisinha má.


É só para avisar!!!

sexta-feira, novembro 17, 2006

Fome

Entrou na loja como tantos outros.
Cabisbaixo, mãos nos bolsos, atitude quase servil.
“A senhora desculpe estar a incomodá-la, eu venho pedir porque tenho mesmo necessidade, a senhora não me pode dar alguma coisa? Preciso mesmo de algum dinheiro para comer, tenho fome, senhora.”

São tantos. Quatro, cinco por dia, como poderia dar a todos? “Só posso abrir a caixa com vendas e não tenho dinheiro comigo.” A resposta de sempre, já automática.

“A senhora não me pode dar um pão?” Olho-o com mais atenção. “Você aceita comida?” “Então não aceito? Se a senhora tiver um pão que possa dispensar, agradeço.”

Não costumam querer comida, apenas dinheiro, uma moedinha que seja. Do bolso do blusão espreita um livro de Saramago, um bloco de notas, um lápis e uma esferográfica.
“Você quer mesmo comida?” repito pouco convencida. (Nunca querem comida, só moedinhas, a comida não se troca por droga). “Quero sim”.

Meto num saco um iogurte, uma colher, bolachas e o que apanho a jeito, há qualquer coisa de terrivelmente diferente neste rapaz, não é como os outros que aqui costumam vir.

“muito obrigado, senhora” e sai rapidamente da loja e senta-se no canteiro em frente.
Come o iogurte. A forma como o comeu chocou-me. Com fome. Fome verdadeira, daquela de muitas horas, talvez dias.
Fome como eu nunca tinha visto.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Diálogo matinal

- Ó sinhora, olhe o carro.
- Que carro?
- O seue, tá ali a estrobar a camioneta, num passa.
- Esse carro não é meu.
- Num é? Atão arranje uma moedinha.
- Não tenho moedas.
- Foda-se, anda um gajo a trabalhar e ninguém le paga, tá bunito.

(dentro da minha loja...)

segunda-feira, novembro 13, 2006

Não fugimos...

... estamos é com pouco tempo para isto.

Poderíamos postar aqui umas gajas boas só para encher página mas o nosso público – cof, cof… - merece apenas textos de fino recorte literário e nós não o queremos ofender a postar fotos de gajas boas seminuas - ainda que com as partes vergonhosas cobertas por lingerie malaquite…

A gente em tendo tempo, volta.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Hai Kai

De quatro telefonemas que recebi hoje, três foram para me pedir dinheiro, e um foi para mo dar.
Nenhum dos que pediam me ofereceu nada em troca, para além do reconhecimento de quem o fazia.
Mas quem me ofereceu dinheiro, pediu-me trabalho.
A Vida é isto. Não há almoços grátis.
Vou emoldurar este dia.

Banca rota

António Ermírio de Morais era (e ainda é, acho) um empresário brasileiro dono de duas coisas raras, e ainda mais quando juntas - uma fortuna do caneco, e a fama de honesto. Um dia, quando questionado sobre essa fama, respondeu: "Se eu não fosse honesto, seria banqueiro."
Lembrei-me disto a propósito do que se fala por aí acerca de os bancos pagarem ou não mais impostos.
Há anos, tinha eu uma parcos tostões numa conta, reparei que o banco me cobrava uma coisa chamada "taxa de manutenção." Imaginei que seria para pagar a uma senhora que fosse, diligente e periodicamente, de lenço na cabeça e espanador em punho, tirar o pó das notas, alisá-las, arejá-las um pouco, acertar-lhes os cantinhos para as deixar mais vistosas e não deixar que se estragassem. Mas desiludiram-me: eu tinha que pagar aquela taxa apenas porque as notas eram poucas.
Eu sei que os bancos não são a Santa Casa. Mas cobrar dinheiro aos pobrezinhos só por serem pobrezinhos é, como diria o surpreendido passageiro que tinha pedido gelo no bar do Titanic, um manifesto exagero.

Coisas que nos chateiam

Abro o computador na chafarica onde largo o suor do meu cérebro para ganhar a papinha dos meus filhos e o meu champanhe, e ele diz-me: "Your password will expire in 5 days. Do you like to change it now?"
É sempre um momento de grande tristeza para mim. A gente cria as passwords com todo o carinho, convive com elas diariamente, afeiçoa-se, deixa que se entranhem em nós e sejam parte da nossa vida - e dois meses depois elas expiram.
A morte anunciada só nos mói ainda mais, com uma insistência sádica. Guardo sempre para o último dia a criação de uma nova, com o consequente golpe de misericórdia na velha. Mas todos os dias ela me assoma aos dedos ligeira, e eu sinto-a deslizar para o teclado com um profundo sentimento de angústia e de culpa. Eu sei que vai morrer, e nada lhe digo, e nada faço, enquanto ela cumpre diligentemente as funções para as quais eu a criei, como se nada fosse, como se a vida continuasse eternamente para ela.
Juro que vou ser frio e distante para com a próxima. Estou farto de sofrer. Ainda por cima já tenho ideia de qual vai ser, e é tão gira...
Não tenho emenda. Sou um sentimental.

terça-feira, novembro 07, 2006

O gajo que queria um pijama

O homem entrou na loja para escolher pijamas e gostou de dois.
Não os levou porque não costuma comprar nada sem opinião da esposa, voltará no Sábado de manhã acompanhado.

Pergunto eu: que espécie de homem tem medo de comprar sozinho um simples pijama???

Not my kind, for sure.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Ainda o velho caso da honra...

Antigamente, matar para "defender a honra" era socialmente aceite.
Agora também é, desde que se apanhe um tribunal que refira que "a conduta do arguido teve uma motivação que a comunidade não aceita, mas a que empresta alguma compreensão".
Compreensão, pois claro.

O arguido em questão teve conhecimento que a mulher o traía e não vai de modas: entra por um restaurante dentro e assassina à vista de todos o amante da esposa.

Mais: ainda pede a compreensão das testemunhas (das masculinas, evidentemente...).

"Fiz o que tinha que ser feito. Gostava de saber se algum dos cavalheiros aqui presentes, nas mesmas circunstâncias, não faria o mesmo".

Resumindo, ainda tem a lata de insinuar que qualquer homem que se depare com a mesma situação e se limite a pedir o divórcio e andar com a vida para a frente seja, no mínimo, um cobarde mariquinhas.

De acordo com o Tribunal da Relação, "o arguido queria simplesmente matar o homem que, relacionando-se amorosamente com a sua companheira provocara a sua desonra".

Eu entendo que haja diferença entre homicídio qualificado e homicídio simples. Que as penas sejam distintas.
Mas não dêem estas desculpas, por favor.

sábado, novembro 04, 2006

A chatice das cores

Deve haver pouca coisa mais complicada do que as cores da lingerie.
Antigamente havia as cores primárias, tipo preto, azul, verde, vermelho e por aí fora. Depois havia verdes claros, azuis escuros, rosa bebé… A coisa estava mais ou menos controlada.
Agora as cores têm nomes. Imensos. Um verde já não é só verde, pode ser pistache, malaquite, musgo, loden, lima. O azul é noite, petróleo, ottano, marea. O rosa é gerânio, sangria, lampone, amareno, framboesa, turmalina e, pasme-se, serena.
Isto para não falar nos castanhos matonne, marrone, chocolate e sei lá que mais.
E isto chateia-me, pois claro que chateia, porque telefonar ao vendedor para ouvir “castanhinho nesse modelo só temos o mattone, não se fez o marrone” é deprimente.
Por enquanto o preto continua a ser preto ou negro e o branco também não parece ter sofrido grandes alterações. Coitado do bege: natural, pele, vison….

E porquê esta chatice? Porque me telefonaram para saber se eu estaria interessada em trocar a encomenda do corpete ácqua pelo malaquite.
- Malaquite é quê?
- É um verde forte seco. (reparem bem na dupla adjectivação de uma simples cor).
O tom educado não escondeu totalmente o ar trocista. Ou se calhar sou eu que sou uma alma delicada, nunca se sabe.

A Novis

Acometida por uma rave de poupança, deixei a PT e passei para a Novis. É, de facto, mais barato, poupo cerca de 30 euros por mês nos mesmos serviços.
Essa é a parte boa.
A parte má é que esta treta é instável, fico volta e meia um dia inteiro sem net e até telefone.
Fui ali ao café ao lado ligar para o serviço de clientes e paguei 6 euros por uma chamada em que 90% do tempo foi ocupado com música. (e não ser o estupor da Primavera de Vivaldi, já é uma sorte...).
E sabem o que me disso o paspalho de serviço?
"podia ter reportado esta anomalia por e-mail". Ai podia???? se eu não tinha internet....
Resumindo: logo que tenha uma situação mais desafogada, volto à PT. Tá prometido.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Flor de tioré

Ainda me vão chamar maluquinho dos supermercados, mas hoje lá regressei a uma grande superfície. Deve chamar-se assim porque está cheia de coisas superficiais.
Por incumbência da parte feminina lá de casa, andei pelas cosméticas em busca de coisas misteriosas, cuja designação constava de uma lista enviada por SMS.
Declaro que, para mim, o mundo da cosmética feminina é mais complicado do que os dialectos antigos do nordeste da China. Eu tinha que comprar uma coisa chamada "serum para pontas espigadas", de que até hoje ignorava a existência e muito menos a utilidade. E também "creme de pentear" de uma determinada marca - eu que julgava que para o efeito bastava um pente ou uma escova. Para me orientar, foi-me indicado que o primeiro vinha num frasquinho de vidro e o segundo numa embalagem rosa.
Quando lá cheguei, havia cremes para tudo menos para pentear, e de serum, nem sinal visível.
Havia cremes para pontas espigadas, outros para pontas bifurcadas, outros para pontas abauladas, outros ainda, acho eu, para pontas simples. E dezenas de frasquinhos de vidro com designações mais ou menos esotéricas.
Suei as estopinhas, entre telefonemas a pedir instruções mais precisas. Foi-me dito, entre outras coisas, que também podia ser uma "máscara". Para o cabelo? Sim, para o cabelo. "E na cara, o que é que vocês põem? Champô?" Levei com uma risada condescendente - acho que mais pela minha incompetência do que pela graçola parva.
Lá me desenrasquei o melhor que pude, ao fim de uns bons vinte minutos – e até este momento ainda não ouvi nenhuma reclamação acerca do que trouxe para casa.
Passei então à secção dos detergentes, onde costumo experimentar o mesmo género de perplexidade: há para aí vinte produtos diferentes para fazer aquilo que dantes se fazia com o chamado sabão-macaco. Há líquidos para limpar a carpete da parte de cima, e outros para limpar a parte de baixo. Há amaciadores para madeira, abrilhantadores para as cortinas, detergentes especiais para limpar maçanetas, champôs para as almofadas verdes e outros para as amarelas. Para as verdes há umas loções especiais, e para os berloques dos cortinados há umas pastilhas que se dissolvem noutro produto. Depois há tecidos para limpar os plásticos, e plásticos para limpar os tecidos.
Decidido a manter a minha sanidade mental, comprei um lava-tudo de marca branca, e acho que vou ser muito feliz com ele.
Ainda fui comprar um gel de banho. Percorri a oferta, atentando nas respectivas composições. Havia um de iogurte. Ou melhor: dois. Uma variante acrescentava mel, e outra, aloé-vera, essa banha-da-cobra pós-moderna que também faz parte da composição da minha lâmina de barbear, sei lá eu bem porquê. Depois entrei num reino encantado de propostas exóticas: havia um que tinha toranja da Florida. Lá a toranja ainda percebo, agora porquê da Florida é que já não sei. E outro tinha nenúfares de Madagáscar. De Madagáscar, santo Deus!
Comprei um que contém flor de tioré do Tahiti. Há anos que procurava um gel de banho com flor do tioré de Tahiti, e finalmente encontrei.
São estas pequenas coisas, afinal, que nos tornam felizes.

Eva

A minha paixão mais recente chama-se Eva. Não a descobri na Bíblia, mas num vulgar CD de compilações. Sem mais nem menos, entrou-me pela alma com uma versão do "Fields of Gold" do Sting que me deixou prostrado. Nesse dia, percebi logo que era amor à primeira vista.
Não sei pôr aqui links, porque sou pouco mais que ciberanalfabeto. Mas quem quiser que procure, nessas tretas da Net onde se vai buscar músicas, o nome de Eva Cassidy. E oiça-lhe a voz puríssima ir do folk ao blues com uma pinta do camandro. Oiça-lhe a versão de "Kathy's Song", do Simon & Garfunkel, ou de "Danny Boy", uma balada irlandesa clássica, e depois diga-me se aquilo não é de a gente até se lhe arrepiar a pele.
Morreu em 1996, aos 33 anos, de um melanoma fulminante. A única explicação que encontro para isso é que Deus gosta de chamar cedo aqueles a quem deu beleza. E assim eles ficam belos para sempre.

É bem feito

Um etíope a viver nos Estados Unidos seguiu os costumes da sua terra e praticou a excisão do clitóris na filha de dois anos.
Levou dez anos de cadeia. Tunfas! Por mim, dava-lhe vinte, e não sei se não mandava dar-lhe umas naifadas na pila.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Más-Festas

Não sou lá muito original, mas embirro com Halloween's, Dias dos Namorados e quejandas festividades que têm tanta tradição em Portugal como a democracia no Iraque ou a constância afectiva na Elsa Raposo. De modos que esta noite me fechei em casa e produzi os meus próprios demónios como faço todos os dias, sem ter que aturar bandos de mecinhos e mecinhas vestidos de bruxas ou de abóboras, que só me fazem lembrar uma cantiga que havia há muitos anos que dizia assim: "O curioso é que estes tipos divertidos / estão convencidos / que estão muito distraídos".
Sim, eu sei que a árvore de Natal, por exemplo, também é relativamente recente e veio da Alemanha. Mas veio naturalmente pelo seu pé, e não foi produto de uma conspiração de lojistas (sorry, Badie) para me venderem postalinhos idiotas com corações e mais uns diazitos para consumir.
A propósito de árvore de Natal, ele aí está outra vez. Como sempre, com muito tempo de antecipação. Ainda o Verão agonizava e já havia gente a pendurar enfeites nas ruas. Dantes o Natal era um dia - hoje é toda uma época, praticamente um quarto do ano. Faltam dois meses e já paira por aí o espírito.
Daqui em diante vou ser bombardeado cada vez com mais insistência com sugestões sobre onde gastar o meu dinheiro (como se eu precisasse disso...). Lá mais para a frente a cidade tornar-se-á ainda mais insuportável, atravessada por multidões enlouquecidas rumando aos centros comerciais como formigas a torrões de açúcar (esta interessante imagem devo-a à Badie, claro, embora não seja possível utilizar aqui qualquer aspirador de destruição macissa. E outra coisa que me chateia é nunca saber como se escreve esta última palavra).
Previno já que não dou boas-festas a ninguém nem respondo a SMS idiotas que trazem desenhinhos e frases feitas, cheias de amor ao próximo. Nisto sou também muito tradicional: o meu amor, gosto de o fazer eu próprio. E à mão.

terça-feira, outubro 31, 2006

Bater na avó

Percorro o supermercado e deparo com embalagens de "Sopa da Avó." Mais adiante há variadas "receitas da avó." Há o "pão da avó", as batatas fritas "da avó", os docinhos "da avó", o raio que o parta "da avó". Tudo em embalagens a armar ao tradicional.
A "avó" tornou-se palavra mágica com a qual nos querem vender as mesmas bodegas industriais apelando a uma nostalgia dourada de um tempo de "comidinha caseira", de sabores aconchegados. Nesta era sem avós, sugestão avuncular é o D. Sebastião da nossa barriga, o Encoberto que assoma nas prateleiras do Pingo Doce trazido pelos mais diversos especialistas do plástico alimentar.
A minha avó, Deus a tenha lá na sua mesa, nem sequer cozinhava, e a minha memória dela é um odor morno a água-de-colónia e torradas que se escapava todas as manhãs do seu quarto. Tinha um braço cheio de pulseiras que tilintavam nervosamente quando nos apertava as bochechas de ternura, exclamando "Ai que riqueza!" Ou quando chamava as empregadas - naquela altura dizia-se "criadas" e não traziam sotaque brasileiro ou eslavo, mas beirão - que lhe levavam o chá ou uma omeleta que era um portento, feita pela Conceição, que vivera em França e de lá trouxera um coração despedaçado e a noção da omeleta.
Era uma obra de arte que levava mais de 20 minutos a fazer e surgia na forma de uma alongada elipse amarela, constelada de salsa, espessa e alta, que cedia à mera insinuação do garfo com um murmúrio abafado de espuma e se desfazia na boca.
Se me fizessem omeletas destas hoje em dia...
Irritam-me estas coisas de irem todos uns atrás dos outros a explorar filões. Afinal, porque é que não fazem tudo à maneira "da avó", se é tão bom e as pessoas pelos vistos gostam tanto?
Mas, na verdade, o que mais me chateia é nunca mais ter conseguido comer uma omeleta como a da Conceição.

Agora é que me chateei mesmo

"Até os defensores do SIM sabem que com a mulher viverá sempre o peso de ter praticado o aborto, ou tão somente de ter criado a situação que a levou a este acto. Este peso, a que podemos também chamar vergonha ou culpa, não se apaga com a despenalização legal."

Ter criado a situação?????
já cá faltava a culpabilização judaico-cristã, tá claro.

Coisas que me chateiam mesmo



  1. abóboras
  2. bruxas
  3. halloween
  4. gajas pintadas de bruxas
  5. o Pai Natal
  6. os enfeites de Natal
  7. pessoas que dizem "já estamos no Natal"
  8. o Alberto João Jardim
  9. a Zita Seabra
  10. aquela parva que tem a mania de se sentar no meu lugar preferido do comboio.

A ordem dos ódios varia conforme o dia me corre....

Prós e Contras

Há coisas do diabo. Ontem dei por mim a concordar com a Edite Estrela. Nem mais!
Eu, que sempre nutri uma saudável antipatia pela senhora, tive vontade de entrar pela TV dentro e esbofetear a Zita Seabra.

A senhora Zita apresentou como do argumento contra a legalização do aborto até às 10 semanas o facto de haver possibilidade de saber o sexo do bebé às 8 semanas. Segundo aquela alma iluminada, isso levaria muitas mulheres a abortar pelo simples facto de não “quererem” um bebé de determinado sexo.

É preciso ter uma mente muito retorcida para acreditar que uma mulher planeia uma gravidez para logo a seguir a interromper só porque o sexo da criança não combina com as cortinas lá de casa.
A reacção da Edite Estrela foi normal: indignou-se. Mas a Zita Seabra achou que ela “estava nervosa” por ter focado um ponto “essencial”.
Já tinha lido uma palermice destas em que citavam os casos da China e da Índia. São países que nada têm a ver com o nosso, culturas em que as filhas têm menos valor que os filhos. Acaso temos sistema de castas e ninguém me avisou???


Ps – referindo-se a uma intervenção da Odete Santos acerca de “abortos feitos em vãos de escada com agulhas de crochet”, a senhora dona Zita referiu que essa imagem é inválida porque, passo a citar, “haverá hoje em dia alguma mulher em idade fértil que saiba o que é uma agulha de crochet?”. Olhe, eu por exemplo. E até a sei usar imagine só!

quinta-feira, outubro 26, 2006

Cheias à portuguesa



Já que não se pode fazer mai nada e não....

(foto da Blogotinha)

A praga das formigas

Entro no tasco e dou de caras com um carreirinho de formigas. Mau...
Vai daí, entro no escritório/armazém/kitchenette (como raio é que isto se escreve???) e porra, nunca tal vi, o chão cinza claro está todo às bolas e riscos pretos.
Centenas, milhares, talvez mesmo milhões de formigas no meu chão a refastelarem-se com uns três ou quatro pedacitos de cereais Fitness & Fruits. Uma orgia de gula nunca vista.
Segui-lhes o rasto apenas para descobrir que estavam em todo o lado: atrás das caixas dos pijamas, dos collants, das mini-meias.... omnipresentes, nem mais.
De modos que pus açúcar no chão, esperei uma hora, deixei-as ser felizes e depois aspirei-as.
Isso mesmo, aspirei-as. Sou portanto uma assassina em série de formigas.
Dass, quando a gente pensa que já não pode descer mais....

quarta-feira, outubro 25, 2006

Muito honrado pelo convite para desabafar aqui coisas que são passíveis de nos chatear, aproveito logo para desancar no Bush. Eu sei que é uma coisa vulgar desancar no Bush, mas não resisto, porque hoje o senhor presidente de todos nós (eu sei que não votámos nele, mas a maioria dos americanos também não, pelo menos da primeira vez) disse uma coisa fantástica.
Eu enquadro:Mr. President fez hoje uma rápida resenha da situação no Iraque nos últimos três anos, citando factos que quanto a ele "foram encorajadores", e outros que não o foram.
Entre os últimos, lembrou o bombardeamento da sede da ONU em Bagdade, e esta pérola: "O facto de não termos encontrado depósitos de armas de destruição macissa".
De onde se infere que teria sido "encorajador" encontrá-las; que teria sido desejável que Saddam Hussein as tivesse. Que foi uma decepção não as encontrar.
Pelos vistos, ter armazenadas armas de destruição macissa é um facto "encorajador." Bem fazem os norte-coreanos. Bem faria o nosso Governo em lançar pelo menos um projecto de bombinha atómica nem que fosse pequenina e barata (de qualquer maneira, nunca se concretizaria, para variar, mas isso o Bush não sabe). Serviria para constituir umas equipas, umas comissões, uns (blow) jobs for the boys, e arejar alguns fundos do nosso enorme excedente orçamental. E um dia teríamos aqui a 101ª Airborne Division a tomar conta do país, o que seria um descanso.
Habilmente (?), Bush mistura os seus anseios com os da Humanidade inteira e mete tudo no mesmo saco: os revezes que todos devem lamentar, como os atentados e a morte de seres humanos, com os revezes que só ele e a sua equipa devem lamentar, como o facto de não se ter provado verdadeiro o pretexto que deu para invadir o Iraque. Está a querer que todos comunguemos da sua decepção, e só falta esperar que o mundo todo se indigne por o Saddam ser tão pérfido que nem sequer uma bombinha de mau-cheiro tinha guardada.
Disse.

a má poesia...

Se há coisa que me chateia, mas chateia mesmo, são meia dúzia de pensamentos mal alinhavados arrumadinhos em forma de poema. Este exemplar magnífico é do blog do não e pretende convencer-nos a ser contra a despenalização do aborto.

O "Não" acobardado deu lugar ao impensável,
A um sim alucinado.
Fracos de vontade,
Desistiram do caminho.

E não voltaram de onde no céu,
Em vez de estrelas brilhantes,
Flutuam diamantes imaginários.
Ou apenas um vazio sem retorno
.………………….
O "Não" é palavra de heróis,
Dito por nós.
Dito por ti…

Tantas vezes foi o “Não” que nos fez crescer…
Foi como no namoro jogado,
De adolescente,
Em que tanto treinámos a palavra,
Que se transformou em vida.

Em projecto,
Em redenção.
Que cedeu um dia,
Em entrega,
E absoluto SIM.

Amiguinhos: não é com isto que convencem ninguém, acreditem.

Exploração

O outsourcing é uma invenção genial para os empresários do têxtil.
A coisa é simples: para reduzir custos com funcionários efectivos, dá-se “obra” a pequenas unidades fabris, muitas delas com menos de dez trabalhadores, quase sempre uma família. O trabalho é pago à peça. Até aí, nada contra.


Só que esta gente descobriu um filão: os desempregados e imigrantes ilegais.
Assim, levam dezenas de peças (regra geral, calças de ganga) a casa desta gente para que eles façam determinadas tarefas em casa (poupando energia, segurança social e tal e coisa aos “empresários”).
A minha vizinha, uma brasileira, está a fazer “revista” a calças de ganga de uma conhecida marca. Corta o excesso de tecido das presilhas, as linhas das costuras, revira bolsos e assinala os defeitos. Um par de calças leva, em média, 10 a 15 minutos e ser revisto. E quanto lhe pagam? Tcharan…. 10 cêntimos o par. Nem mais. Quer isto dizer que ganha sessenta cêntimos à hora, oitenta com sorte.
As calças, essas são vendidas a cerca de oitenta euros…
Porque é que o fazem? Porque muitas vezes meia dúzia de euros são a diferença entre comer e passar fome. E estes “empresários” sabem isso muito bem.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Eu era só para pedir...


.... aos mosquitos, melgas e afins... que me deixem em paz! Mai nada!
É impressão minha ou sou a única gaja do país a precisar de se empastelar toda em Fenistil em pleno Outubro? A ter Raid Casa & Plantas ligado à parede do quarto? A ser mordida pela única melga viva da freguesia???
Eu até percebo que picar é função deles, que a minha delicada pele e sangue doce possa ter o seu encanto e tal, mas... caraças, estamos quase no Inverno!!! O país tá a ser assolado por trombas d'água e tal e eu a ser picada! Se é para isto, vou já para as Bahamas. É claro que lá também serei picada... mas a paisagem é melhorzita e posso andar todo o ano de sandálias... sem uma única bolha nos pés.... mas iiso é outra estória :)))
Já agora: alguém aí tem conhecimentos na máfia mosquitosa e melgueira??? se tiverem, eh pá, metam uma cunha por mim, tá bem???
Muito agradecida.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Eduardo Prado Coelho

bom... alguma vez teria de concordar com ele, né???

"O umbigo da Ministra da Educação deve ser tão GRANDE que não a deixa ver/ ouvir opiniões diferentes da sua. Há qualquer coisa que não está a funcionar bem no Ministério da Educação. Existe uma determinação em abstracto do que se deve fazer, mas compreensão muito escassa da realidade concreta. O que se passa com o ensino do Português e a aprendizagem dos textos literário é escandaloso. Onde deveria haver sensibilidade, finura e inteligência na compreensão da literatura, há apenas testes de resposta múltipla completamente absurdos. Assim não há literatura que resista. Há tempos, dei o exemplo da regulamentação por minutos e distâncias de determinadas provas. O ministério respondeu-me que se baseavam na mais actualizada bibliografia e que tinham tido reacções entusiásticas perante tão inovadoras medidas. Não me convenceram minimamente. Trata-se de dispositivos ridículos e hilariantes, que provocam o mais elementar bom senso.
O problema reside em considerar os professores como meros funcionários públicos e colocá-los na escola em sumária situação de bombeiros prontos para ocorrer à sineta de alarme. Mas a multiplicação de reuniões sobre tudo e mais alguma coisa não permite que o professor prossiga na sua formação científica. Quando poderá ler, quando poderá trabalhar, quando poderá actualizar-se? Não é certamente nas escolas que existem condições para isso. Embora na faculdade eu tivesse um gabinete, sempre partilhado com mais quatro ou cinco pessoas, nunca consegui ler mais do que uma página seguida. Não existem condições de concentração. Pelo caminho que as coisas estão a tomar, assistiremos a uma barbarização dos professores cada vez mais desmotivados, cuja única obssessão passa a ser defenderem-se dos insultos e dos inqualificáveis palavrões que ouvem à sua volta. A escola transforma-se num espaço de batalha campal, com o apoio da demagogia dos paizinhos, que acham sempre que os seus filhos são angelicais cabeças louras. E com a cumplicidade dos pedagogos do ministério.

Quando precisaríamos como de pão para a boca de um ensino sólido, estamos a criar uma escola tonta e insensata. Neste benemérita tarefa tem-se destacado o secretário de Estado Valter Lemos. É certo que a personagem se diz e desdiz, avança e volta atrás, a maior das facilidades. Mas o caminho para onde parece querer avançar é o de uma hostilização e incompreensão sistemática da classe dos professores. Com isto prejudica o país, e prejudica o Governo, com um primeiro-ministro determinado e competente, mas que não pode estar atento a todos os pormenores. E prejudica o PS, mas não sei se isto preocupa. Vem agora dizer que o professor deve avisar previamente que vai faltar, o que no limite significa que eu prevejo com alguns dias antecedência a dor de dentes ou a crise de fígado que vou ter. E que deve dar o plano da aula que poria em prática caso estivesse em condições. Donde, as matérias são totalmente independentes de quem as ensina, basta pegar no manual, e ala que se faz tarde. Começa a tornar-se urgente uma remodelação do Governo, mas isso é tema delicado a que voltarei mais tarde."

Eduardo Prado Coelho
(texto roubado descaradamente no Blogotinha)

terça-feira, outubro 17, 2006

E nós... pimba!


A malta que me conhece até sabe que sou uma miúda (cof cof) virada para as novas tecnologias. Sabe também que adoro certo tipo de brinquedos, quanto mais não seja pelo espanto que me suscitam.
Agora... quer dizer.... que se inventem preservativos musicais que dão música de acordo com o entusiasmo do moço de serviço... caraças, esta nem a mim lembraria!!!

segunda-feira, outubro 09, 2006


"Money talks...but all mine ever says is good-bye."

Anonymous (and broke, I guess)


Os meninos da Oni...



Estava eu aqui posta em sossego no quando me entraram dois marmanjos armados em comerciais (fatinhos Massimo Dutti e gravatinha garrida).
Até aí, tudo bem, já estou habituada...
Os meninos eram da Oni e pretendiam saber se eu tinha telefone, Internet e afins "com desconto".
Lá lhes disse que não pretendia mudar de fornecedor e... e.... um deles resolveu resolver aquilo de uma forma mais... mais... masculina.
Vai daí, não se deixa abater pela minha resposta negativa e contra-ataca: "Mas a senhora não tem um marido, um irmão ou um amigo que a costume aconselhar nestas coisas de internet e computadores com quem a gente possa falar?"

"Porquê?Acha-me demasiado estúpida para fazer um contrato?"
Que não, que o interpretei mal, que a maioria das senhoras não costuma ter muito jeito com estas coisas, apesar, claro, das excepções e... e...

Para ser honesta, não sei o que me chateou mais: se o gajo assumir que não percebo patavina de internet ou ter-me chamado "senhora" três vezes em cinco minutos.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Esta até o meu cão sabe...



Tinha perdido este vídeo fabuloso, mas cá está ele... a 13 de Julho de 2006, este senhor fez história na televisão francesa!

terça-feira, setembro 26, 2006

Saga do Expresso - parte II

É impressão minha ou a Floribella está em todas???
Até no
Expresso, raispartam! Está uma gaja estendida no sofá, pronta a absorver um pouco de cultura e blablablá e… zás… leva com 17 (dezassete!!!) páginas sobre a moçoila, o showtógrafos, os santinhos da sua devoção, os novos brinquedos a serem produzidos pela Concentra e mai num sei quê…
Eu até compreendo que o Expresso queira deixar de ter aquela aura elitista para poder vender mais e tal mas… enough is enough.

Quanto ao
Sol, o suposto concorrente: ainda não li. Mas como boa portuguesa que sou, deixo já aqui a minha opinião: o nome é foleiro, tem a Margarida Rebelo Pinto com uns crónicas patéticas (como são sempre) e a revista chama-se Tabu. Nem mais.
Tive acesso apenas ao primeiro número da revista e se é para ler artigos como o dos putos trocados na maternidade, mais vale comprar o Tal & Qual… sempre se poupa um euro e pico….

ps - 18 páginas, se contarmos a capa..
pps - sou a única a achar o logotipo do Sol uma paspalhice pegada???

sexta-feira, setembro 22, 2006

Obrigatório contornar pela esquerda... e pela direita!



Ainda bem que raramente ando de carro perto da Estação de S. Bento.... senão, teria que decidir a qual destes sinais de obrigatoriedade iria obedecer....

Será que o sinal apropriado a estes casos está esgotado? A Câmara está numa de poupança???

terça-feira, setembro 19, 2006

Uma coisa que chateia mesmo!!!!



Se há coisa que me chateia mesmo é não ter internet.

Pior que isso, só ter internet às pinguinhas e em slow motion..... msn em regime pisca-pisca, pop-ups que demoram 5 horas para abrir e caixas de correio empancadas....

De modo que serve o presente post pra explicar que não desisti aqui do tasco, mas que a Novis e a PT estão a jogar ping-pong comigo!

I'll be back. Acho eu.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Comeu e não pagou

Um cliente insatisfeito com o serviço prestado....

quinta-feira, setembro 14, 2006

Daily Show - Cheney and the prison of Guantanamo


Este gajo é genial... e incomoda tanto que a Universidade Colombia se deu ao trabalho de fazer um estudo acerca do impacto do sarcasmo do Jon Stewart na juventude americana.

Aparentemente, o gajo é culpado de ensinar os jovens a serem cínicos e a não acreditarem nos políticos e - heresia maior - porem em causa a suprema democracia americana....

quarta-feira, setembro 13, 2006

A seca da polícia...



Um gajo já nem pode morrer e ter um funeral à maneira, daqueles que os amigos que cá ficam a jogar à sueca no jardim podem recordar com saudade…

Atão não é que as autoridades chinesas criaram um número telefónico para denunciar actuações de strippers em… funerais?????

Pelos vistos, lá pelas bandas de Jiangsu é prática corrente contratar strippers para “animar” os funerais. Acho bem, claro. O mercado tá mau e há que diversificar o produto.

O que tá mesmo mal, é um agricultor estar literalmente com os pés prá cova e prontos, pá, aparece lá a polícia e prende as cinco moças em pleno exercício profissional, para grande chatice dos duzentos convidados.


Chateia-me, tá claro.

segunda-feira, setembro 11, 2006

A saga do Expresso


Descobri uma conspiração terrível: a dos quiosques contra os leitores não assíduos do Expresso. Nem mais.

Eu explico. Encomendei o Expresso no meu quiosque habitual na terça-feira passada. Até aí tudo bem. (Quer dizer… o Joca estava de férias e tive que negociar com o filho, um moçoilo que desde que teve uma lesão do joelho, que o tirou da equipa distrital onde jogava, nunca mais foi o mesmo. Além disso, estava habituado a usar os pés para chutar e não as mãos para, sei lá, tirar apontamentos. Adiante.)

No meio disto, uma amiga pediu-me para lhe comprar o jornal no Porto porque na sua santa terrinha já não havia. E foi aqui que começou o meu calvário. De quiosque em quiosque, um sonoro “já não há”. Se o Expresso é um semanário, como raio se esgota antes da hora do almoço???? E ainda tive de aturar o sarcasmo de uma menina com um “ah… a esta hora? O Expresso esgota sempre antes das 10.”

Ora bem…. Será que para ler o Expresso é obrigatório ser-se madrugador???? Ter ligações à máfia???
E não me venham com a treta de que só quis o Expresso porque vinha com um DVD porreiro de borla. So what????
Aliás, se os DVD são para fazer um mimo aos leitores habituais e captar novos, não percebo porque não aumentam a tiragem. Deve ser uma estratégia de marketing qualquer inovadora, com o fito de nos pôr em fila junto a um quiosque a partir das 6 da manhã.

Quando finalmente cheguei ao “meu” quiosque, tive a triste notícia de que afinal não me tinha guardado o raio do jornal. Tudo porque a D. Arlinda encomendou na sexta-feira, mas como era uma cliente que “de vez em quando compra o Expresso”, ficou com o meu, que só costumo comprar os jornais diários.

Isto é um clube ou quê?????
Passei-me, claro. Mas não trouxe o jornal, que estava dentro do saquinho porque a Sra. D. Arlinda ainda não o tinha ido buscar (às 14.20, olhem o descaramento!!!)

Hoje o Joca tinha regressado das férias. Contei-lhe o sucedido e tive como resposta um resignado “aquele gajo nem para escrever uma lista de nomes serve”. E mais: a tal Sra. D. Arlinda ainda não tinha ido buscar o jornal e acabei por ficar com ele.

Resumindo: consegui comprar o Expresso e ter o raio do filme “Lost in Translation”.
Essa é que é essa. Mai nada!


Ps – o Joca já garantiu que nas próximas semanas haverá sempre Expresso para mim.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Gosto de gente....


Que vive perigosamente.

Que não tem medo de desafiar as regras.

E, acima de tudo, que não tem medo de levar com o Metro pelas trombas!

O Porto é uma nação, carago!!!!!

terça-feira, setembro 05, 2006

Sexo ao ar livre

Mas porque é que ninguém pode estar no truflas sem que apareça logo um mirone????



Tá mal. Chateia-me, pois claro.

Frases que chateiam - parte II

" Deixa lá, há quem esteja pior...." :)))))

Frases que chateiam - parte I


"Cada um é como cada qual"...

Experiência

Este é o blog de um amigo cá da casa...

Manel, amigo, companheiro.... beat this!!!

Coisas que não percebo - I

Não percebo nada de futebol.
Mas pelo que percebi a Federação tem um regulamento que especifica que nenhum clube pode recorrer aos Tribunais civis para resolver problemas. (Já agora: alguma instituição se pode considerar acima do poder jurídico??? ah... bem me parecia...)

Agora a FPF vai alegar em tribunal que é do interesse público penalizar um clube por recorrer ao tribunal. Decididamente, há aqui qualquer coisa que me escapa.






ps - eu sei que o Figo não tem nada a ver com o caso. Mas tinha que inserir uma foto no post e não estavam à espera que fosse uma do Madail, pois não???

Camuflado...




Porque raio é que o pessoal pode levar para a praia putos birrentos, barulhentos e chatos e eu não posso levar o meu cão???? Ao contrário dos putos ele até sabe nadar....

Recém-chegada


Bom, finalmente, recém-chegada ao blog e, por falar em coisas que nos chateiam, da Mouraria...Cá vai uma pequena contribuição para o blog que me foi imposto à má-fila, claro está que me chateia, pois claro que me chateia...E aviso já que também me chateia não perceber nada disto, uma vez que me chateia ser aquilo a que agora se designa de info-excluída!!!! De qualquer forma aqui vai uma contribuiçãozita...sim, já sei..meia arcaica, mas por hoje é o que se arranja!

segunda-feira, setembro 04, 2006

Paulo Coelho.... the wise man.... (literalmente)

"Quem pensa segundo a opinião dos outros, está muito longe de ser um homem livre."

Paulo Coelho, o gajo que faz massa com frases óbvias...

domingo, setembro 03, 2006

Aviso à Navegação...

Como diriam algumas clientes minhas, eu amo de paixão o Brel.
O vídeo foi uma experiência que correu mal, mas que se lixe, daqui não o tiro. O blog é meu. Mai nada!!!

sexta-feira, setembro 01, 2006

Quand on a que l'amour

Brel, o eterno...

O nosso primeiro vídeo....

Cut The Crap



Blog que é blog, tem vídeos do Youtube. O nosso não é menos que os outros.
Tou emocionada, carago!!!

Paulo Bento... again....


Pelos vistos o Sporting tem um novo patrocinador....

Paulo Bento





Não sei porque é que o gajo está a sorrir. Se eu tivesse um penteado daqueles, chorava desalmadamente.....



Floribella


Assim de repente. é a primeira coisa que me lembro....