domingo, dezembro 31, 2006

Barbárie

Como é que o presidente de uma nação civilizada pode dizer que a morte deliberada e fria de um homem (seja ele um monstro), ainda por cima depois de uma palhaçada de processo judicial, contribuirá para o "avanço da democracia"?

Porque é que tenho a sensação de que a barbárie espreita uma vez mais sob o verniz estalado dessa mesma "civilização", e de que a "lei do Oeste" se impõe cada vez mais no mundo?

Que "democracia" quer esta gente "exportar" para o Iraque ou para onde quer que seja? Que modelos, que valores morais e culturais? Se é para os mais fortes e os vencedores continuarem a enforcar os mais fracos e os vencidos, então que deixassem lá estar o homem - ele já fazia isso muito bem. Escusavam de ter escaqueirado um país inteiro.

Ou será porque estou com uma insónia do caneco e tudo me chateia?

P.S. - Já agora, o tal presidente também é um representante dos inabaláveis defensores do "direito à vida" à outrance, em relação ao aborto - entre os quais (ele incluído) há muitos que são também defensores da pena de morte. Eu ainda não consegui resolver o dilema moral entre o "sim" no primeiro caso e o "não" à pena capital. Terão eles resolvido o dilema oposto?

sábado, dezembro 30, 2006

Gajos que me chateiam


Uma gaja percebe que pode facilmente tornar-se assassina quando está calmamente a tomar café e o marmanjo do lado, impecavelmente vestido e com telelé a condizer, diz, com ar enlevado "pois... estamos ambos os dois...."

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Broche de Natal


Que há publicidade enganosa, todos o sabemos. Mas esta é pura maldade, carago!
Tadinhos dos clientes.... a irem a correr e tal...

Obrigada, Pedro, pela imagem :)

Dúvida existencial

Há três dias que não recebo uma conta para pagar.
Deve estar algum santo para cair do altar. Ou isso ou os CTT estão de greve.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Coitadinhos dos pobrezinhos

Não sei viram a reportagem da SIC acerca duma família da linha de Sintra, muito pobre.
É um casal jovem, ambos desempregados, com quatro filhos e um quinto a caminho.
Vivem numa casa sem electricidade e dependem dos vizinhos para obterem água, da Igreja para comida, etc.
Citando a minha mãe, o mais pobre é o que não tem juízo.
Como diabo é que este casal continua a fazer criancinhas de dois em dois anos se nem uma casa digna desse nome tem?
Agradecem tudo o que lhes dão e queriam que a Câmara lhes desse uma casa. Que alguém lhes pusesse água e luz naquela casa. Que.. que...
Desculpem lá se sou azeda, mas parece-me que os filhos lhes dão muito jeito para pedinchar. Um rancho de filhos é uma forma de chantagem porque olhamos para aqueles miúdos que não têm culpa de nada e sentimo-nos na obrigação de lhes proporcionar uma infância mais doce.
A mãe diz que não arranja trabalho porque está grávida - o que acredito, claro - mas lá vai dizendo que o que queria mesmo era ficar em casa a cuidar dos filhos.

Um casal em que ambos trabalhem e recebam o salário mínimo e tenham um ou dois filhos, não desperta compaixão. Que se arranjem. E se calhar têm tantas ou mais privações que aquele casal. (Se morarem numa casa decente, é garantido que um dos salários vai para a renda, por exemplo...)
Mas esta gente faz filho atrás de filho e fica à espera de ajudas para tudo. A Igreja enche-lhes o armário de comida e ainda glorifica os "corajosos" por terem tantos filhos.

Este texto nã está lá grande coisa (posso culpar a batelada de medicamentos para o dente???) mas serve para exprimir a minha raiva por estes casais que se enchem de filhos que não podem criar apenas porque sabem que têm mais sucesso a pedir se estiverem rodeados por um monte de putos inocentes.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Angústia para o café

Compro um jornal e uma revista. No final desta luminosa manhã de Lisboa, apetece-me sentar diante de um café bem tirado e ler dois ou três artigos suculentos. Entro numa pastelaria. As mesas estão postas. "Café só ao balcão."

Tento outra. "Só para almoços." Não sei quais são os parâmetros que definem um almoço, mas não me deixam almoçar um café, se este não vier acompanhado de, pelo menos, um bitoque.
Tento mais uma. Há mesas vazias, mas coroadas da inevitável toalhinha de papel e talheres. Não, não posso sentar-me se não encomendar as febras do dia.

Ainda farejo um terceiro estabelecimento, mas o panorama é análogo. Nem pergunto nada a ninguém, sinto que as facas e os garfos sobre as mesas estão ali para me estraçalhar - e ao "Público" comigo - se não os usar num arrozinho à valenciana.

Desisto. Eu sei que algures na cidade há um sítio que espera por mim e pela minha simples fome de passar meia-hora a ler por apenas 50 ou 60 cêntimos. Mas faltam-me já as forças para arrostar com tal demanda. Ao contrário da maioria das capitais que já fui conhecendo por esse mundo, Lisboa fecha-se avaramente para almoço ao simples "flâneur" de café, mantido à distância para atender a deglutição urbana - e tratado como um indesejável, quiçá um pedinte: xô, fora daqui, que isto não é o da Joana, vai para o jardim se quiseres, que não é com pindéricos como tu que a gente enche a caixa.

Em Lisboa, entre as 11 e meia e as 2 da tarde, a cidade perde o ténue verniz da civilização e fica entregue à simples sobrevivência. E isto chateia-me.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Teste da treta

You Date Like a Man
According to studies on dating, you date like a man.You date casually and frequently, getting serious with select people over time.

Physical attraction and chemistry is very important to you.And if there's nothing more than a physical connection, that's okay with you (at least for a while).

You are definitely looking for love, but you are in no rush to find it.You figure love will eventually come your way, and you're not going to live like a monk while you're waiting!



Segundo este teste, namoro à gajo. Ó prá minha cara de aflita....

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Diogo Cão


A todos os que têm ligado e mailado: o Diogo está a recuperar bem. Está um bocado drunfado, mas nada de grave. Coisa mai linda!

O Natal

Já comecei a receber mails nataleiros com frases do Paulo Coelho.
Se me derem bomboms da Floribella, corro tudo a tiro.

Considerem-se avisados.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Chatice do dia

Tenho os pés tão frios que até me dói a alma.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

terça-feira, dezembro 12, 2006

O velhinho trepa-paredes

Eu geralmente detesto modas. A moda é uma coisa tão horrorosa que tem que mudar todos os anos.

Mas há modas que me irritam particularmente, como a daqueles Pais Natais pindéricos que por esta altura andam por esse país fora a trepar paredes. Aquilo é medonho - um pobre velho que há muito ganhou direito a desconto nos transportes públicos amarinhando pela parede acima como se já não tivesse direito a estacionar o trenó no telhado e a entrar pela chaminé. E daí... Se calhar já põem parquímetros nos telhados.

Eles estão por toda a parte. Um dia subiu um, agora sobem milhares. Amanhã, provavelmente, subirão milhões, alapados nas fachadas como salteadores radicais. É uma mania que me irrita quase tanto como a de dizer "basicamente" no início de cada frase conclusiva.

Um dia destes salta-me a tampa e começo a praticar tiro ao alvo.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Ainda o metro do Porto...


Aos mouros do meu coração: beat this!!!!

Noddy, Lord of the Darkness

A melhor versão de sempre....
A imagem não está muito boa mas foi o que se arranjou...

sábado, dezembro 09, 2006

Outras tangas...

Quando era miúda, tive uma professora que aconselhava os alunos que davam muitos erros ortográficos a "ler muitos jornais e ver televisão".

Eram outros tempos, claro.

Ontem no Público, a propósito de uma banda, traduziram "pocket symphony" por "sinfonia de bolço". Confundir algibeira com vómito... epá, é assim tipo, prontos pá.... má onda, tás a ber?

Há umas semanas atrás, a TVI passava em rodapé que a "Trofa comemora aniversário do conselho".

Tenho cá pra mim que a minha professora já mudou de ideias....

A minha tanga é melhor que a tua...




Vocês desculpem lá a qualidade da imagem, mas neste pc só tenho o Paint. Ora se há programa que me irrite, é este. Talvez consiga fazer alguma coisa de jeito no pc lá de casa onde tenho programas mais simpáticos, cedidos gentilmente por diversos rapazes desinteressados na questão dos direitos de autores e tretas afins...
Adiante...
Como podem ver, esta é a etiqueta de uma tanga à venda cá no estaminé. É excelente. E sabem porquê? porque tem 200% de matéria prima e ainda é "nickelfrei".
Se bem que recomendam que seja "hand wasche", o que dá sempre um pouco mais de trabalho, reconheço....

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Atchim

Um espirro é uma espécie de orgasmo nasal, um espasmo muscular altamente gratificante e libertador.
Odeio quando me é negado no último instante.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Porto é a nova Londres

Chuva forte e nevoeiro cerrado não é lá muito vulgar, mas hoje aconteceu.
Do Marquês não se enxerga sequer o fim da Constituição, carago!

Vamos lá ver se hoje não há ninguém a meter-se outra vez no túnel do metro....

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Coisas que nos chateiam

Nos anos 70, o filósofo americano Robert Pirsig escreveu um livro chamado "Zen e a Arte da Manutenção das Motocicletas," que seria recusado por 121 editores - um recorde que desde logo lhe garantiu lugar no Guiness.
O 122º editor pegou nele e obteve outro recorde - o do livro de filosofia mais vendido de todos os tempos: 5 milhões de exemplares até hoje.
Pirsig tem pérolas como estas:
"O único zen que encontramos no cume das montanhas é o zen que levamos para lá."
"Para quê, por exemplo, irá um grupo de simples e estáveis componentes de carbono, hidrogénio, oxigénio e nitrogénio lutar durante milhões de anos para se organizarem entre eles e produzirem um professor de química? Qual o motivo?"
Eu não sei, e chateia-me pensar que nunca vou saber.
(Com vénia a J.P.P.)

Cavanço

Saíu o Relatório da Comissão Baker, com recomendações a Bush para uma nova estratégia no Iraque.

Fundamentalmente, diz uma coisa: "Let's get the fuck out of there, ASAP."

O resto são pormenores técnicos.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

A chatice sempre veio...

Serve o presente post para dizer que tenho a cara inchada, dói-me o ouvido direito e choro só com o olho direito. A causa?
Uma p.... duma inflamação na raíz de um molar. O gajo desistiu de latejar e passou a doer a sério.
Amanhã vou fazer uma ortopantomografia ou lá como é que se diz. Se sobreviver, volto ao blog.

Agora se não se importam, vou ali empanturrar-me em anti-inflamatórios e analgésicos. E não me venham com as tretas do costume que faz mal e mai num sei quê.
Eu nunca disse que era uma gaja corajosa nestas coisas...